Edição 61 – mês de novembro de 2006 – e o ano quase passou, enquanto nos debatemos entre trabalho, expectativas e utopias. Com mais ou menos humor. Com mais ou menos paciência. Já há um ano aguardando que a burocracia pare de entravar projetos que anseiam por se concretizar, que são viáveis e têm tudo para se tornarem mais um estímulo aos novos escritores, além de servirem para divulgação da nossa grande poesia.

Passamos por eleições e traições, espantos e as indefectíveis decepções, mas seguimos fazendo o que pensamos ser melhor e justo para com a literatura, que é a nossa maneira de seguir. Não são poucas as razões que temos para isso, como a poesia de Lúcia Fonseca, há pouco encantada, e de Luiz Bacellar, indiscutível valor brasileiro da poesia de todos os tempos. 

Fora isso, como qualquer brasileiro, nos defendemos das balas e da opressão, da loucura que grassa na política internacional, e das suas terríveis conseqüências. E no meio à barbárie, temos sempre em mente as palavras de Rilke: “Quem fala de vitórias? Suportar é tudo.”

 


 

 
 
 
 
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