Guerra, terrorismo, psicopatas da política e do dia-a-dia, crises que mudam de cara e lugar, como a peste. A tudo assistimos. Mas é preciso correr contra o vento, remar contra a corrente, nadar, nadar, sobreviver como insurgentes sistemáticos para que a poesia, que se abre acima de tudo trazendo o que há de humano nesse momento histórico (sempre é histórico o dia em que nos percebemos fundamente, e nos expressamos) prevaleça.

O panorama teve um hiato de quase dois anos na rede, por razões operacionais, digamos assim, que é o que se diz quando não se consegue resolver problemas fora do nosso alcance, e volta, afinal ultrapassando a barreira dos 70, inaugurando outra fase de existência e possibilidades.

Acontecimentos, criações, nascimentos e mortes. E a poesia de ontem e de hoje, que tem por tema tudo isso, aqui está na palavra dos que a adotaram ou foram por ela adotados. Nosso papel é selecionar, mostrar as diferenças, trazer as impressões e também os testemunhos do que nos espanta, assusta até, alegra e se abre como flor, que é a inspiração. E que não nos abandone, ao escrever ou ler.

Esta edição deve agradecimentos especiais aos poetas Augusto Sérgio Bastos, Daniel Santos, companheiros de sempre, e ao também poeta Joaquim Antonio Emídio e à equipe do jornal O MIRANTE, de Santarém, Portugal, que possibilitaram a publicação do jornal.

Também a Izacyl Guimarães Ferreira, que se junta a nós a partir deste número e cuja colaboração é de grande importância para os que admiram o conhecimento, a sensibilidade e o domínio da técnica tanto na poesia como no texto crítico, a partir do olhar de quem vê e sente o mundo.

 


       

 

 
 
 
 
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